terça-feira, 4 de outubro de 2011

Folha de Jornal

Para mim a paixão pela música é algo que não podemos exprimir por simples palavras nem tão pouco demonstrar por actos ou fotografias. Uma verdadeira vivência musical requer enamoramento constante, entrega de alma e coração ao mais ínfimo gesto sonoro do nosso dia a dia.  Tal como a própria vida, a música existe em tudo, existe em nós, existe nos outros, existe em cada um dos seres que formam a nossa realidade, está na forma como transpiramos e acumulamos energia e de como nos deixamos alienar da nossa própria musicalidade para a dar a quem a queira receber. No entanto… sem dúvida alguma… a verdadeira música está na mente, no sonho, na vontade de tornar o Mundo num lugar melhor para todos nós!
A estética musical é a qualidade e o estudo da beleza e do prazer  da música. A música tem a capacidade de afectar as nossas emoções, intelecto e a nossa psicologia. As letras podem aliviar a nossa solidão ou estimular as nossas paixões. Desse modo, a música é uma forma poderosa de arte cujo apelo estético está altamente relacionado com a cultura na qual é executada. Alguns dos elementos estéticos da música são a harmonia, emotividade, dinâmica temporal, ressonância e timbre. Na música os Valores podem ser em si mesmo/autónomos e valores derivados de outros ou dependentes. O valor em si reside na sua mesma essência; possui esse carácter com independência de todos os outros valores; não depende deles; não é meio para eles.   Como todos os valores se acham referidos a um sujeito – o sujeito humano, o homem – e este é, antes de mais nada, um ser constituído por sensibilidade e espírito, daí o poderem classificar-se imediatamente todos os valores nas duas classes fundamentais de: valores sensíveis e valores espirituais. Os primeiros referem-se ao homem enquanto simples ser da natureza, os segundos ao homem como ser espiritual. Na música também podemos encontrar valores estéticos, ou do Belo. Incluímos aqui no conceito de belo, no mais amplo sentido desta palavra, o sublime, o trágico, o amorável...    O ramo da filosofia a que se dá o nome de «estética» inclui um conjunto de conceitos e de problemas tão variado que, aos olhos daquele que se inicia no seu estudo, pode parecer uma matéria demasiado dispersa e inacessível. Essa primeira impressão é compreensível, mas ultrapassável. Uma maneira de desfazer tal impressão é começar por esclarecer que a estética é a disciplina filosófica que se ocupa dos problemas, teorias e argumentos acerca da arte. A estética é, portanto, o mesmo que filosofia da arte. O primeiro problema que qualquer teoria da arte tem de enfrentar é o problema da própria definição de «arte» ou de «obra de arte». Como podemos então definir «arte»? Para o saber temos de perceber antes o que é definir algo. Cada um de nós ouve a mesma melodia e, no entanto, cada um de nós constrói a sua melodia. É esta a natureza da imaginação: cada um tem de imaginar de novo, para si próprio. O artista dá um esqueleto; fornece linhas de referência; proporciona o suficiente para atrair o nosso interesse e para nos tocar emocionalmente. A arte é transformadora, na medida em que se passa de uma realidade vulgar para uma realidade “sobre-real” porque a obra de arte é única, universal e intemporal.

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